Apenadas do semiaberto vão produzir perucas de crochê para crianças em tratamento de câncer

Apenadas do semiaberto vão produzir perucas de crochêpara crianças em tratamento de câncerMundo lúdico, aliado ao conforto, propiciará amenizar sensibilidade do couro cabeludo, que fica sensível pela quimioterapiaPossibilitar que apenadas, em regime semiaberto, aumentem sua autoestima, bem como estendam sua colaboração ativa e solidária para crianças em tratamento de câncer. Sob essa tônica foi oficializada, na tarde do dia 9/7, a primeira aula do Projeto Laços de Princesa, no Instituto Penal Feminino. A iniciativa tem apoio do Conselho da Comunidade para Assistência aos Apenados das Casas Prisionais Pertencentes às Jurisdições da Vara de Execuções Criminais e Vara de Execução de Penas e Medidas Alternativas de Porto Alegre , e da SUSEPE. O projeto, de origem americana, chamado The Magic Yarn Project, destina-se a produzir perucas infantis inspiradas em personagens infantis para que crianças em tratamento de câncer possam utilizá-las.O visual lúdico e colorido proporciona mais conforto e alento para os pequenos pacientes em tratamento de quimioterapia.  Todas as perucas serão produzidas por 20 presas que estão sob a tutela do Estado e que cumprem pena em Regime Semiaberto do Albergue Feminino de Porto Alegre. Elas irão realizar um curso de 10 aulas, duas vezes na semana, aprendendo técnicas de crochê e entrelaçamento de fios de lã. Todas as confecções de perucas, inspiradas em princesas e personagens da Disney e do universo infantil, serão doadas inicialmente ao Instituto do Câncer Infantil de Porto Alegre, para crianças entre 2 e 13 anos de idade. Cabelos de princesas e personagens infantis entre as inspiraçõesA técnica artesanal objetiva possibilitar a remição de pena, promover resgate de cidadania e prevenção de reincidência, bem como beneficiar crianças diagnosticadas com câncer. A Assistente Social do Conselho da Comunidade de Porto Alegre que  coordena o Projeto Laços de Princesa, Danielle Dimare, conduziu a solenidade de inauguração da aula apresentando os apoiadores e colaboradores do projeto. Em sua fala, Danielle agradeceu a presença de todos celebrando a possibilidade de contribuir para ressocialização das presas que estão no regime semiaberto, bem como toda a execução de trabalhos realizados no CCPorto Alegre. Também explanou sobre os trabalhos exercidos no Conselho da Comunidade de Porto Alegre, com atendimento no 4° andar do Foro Central I: O Conselho da Comunidade de Porto Alegre, além de fazer atendimentos aos egressos e seus familiares, no Foro Central I, também possui uma linha de execução de projetos sociais dentro das casas prisionais pertencentes à comarca de Porto Alegre. Gostaria de agradecer à VEPMA e o Departamento de Tratamento Penal por nos dar esta oportunidade ao Conselho da Comunidade de Porto Alegre para executar este projeto social tão valioso, no Instituto Penal Feminino, destacou Danielle. Professora Ceir Medina , ministrará o cursoDurante o evento, os colaboradores puderam manifestar, em breves palavras, o valor de confeccionar perucas para crianças em tratamento para cura do câncer. Representando o Instituto do Câncer Infantil de Porto Alegre, Maria Bernadete Baumont manifestou sua gratidão: Agradecemos a vocês por lembrarem das nossas pequenas guerreiras. Todo o carinho que vocês colocarem na confecção das perucas será repassado para elas. São situações delicadas, já escutei meninas de 8, 9 anos manifestarem dor maior por perder os cabelos do que se submeterem às quimioterapias ou a cirurgias. Na faixa etária delas, surge a questão da vaidade. É bem importante elas terem as perucas, porque brincam, dançam, ficam bem, jogam as tranças para o alto. Enfim, vocês não têm noção do bem que estarão fazendo, e esse bem será voltado para vocês também. Pensem que tudo na vida é começo e recomeço. Daqui vocês saem para uma vida nova, ressaltou, emocionada.Assistente Social do Conselho da Comunidade de Porto Alegreque coordena o Laços de Princesa, Danielle Dimare,agradeceu à VEPMA e o Departamento de Tratamento Penalpela oportunidade de realizar o projetoParticiparam da oficialização da aula inaugural Projeto Laços de Princesa a Diretora do Departamento de Tratamento Penal, Simone Messias Zanella; representando o Instituto Penal Feminino , Marlusa Silveira Netto; a Defensora Pública Naira Sanches; as Assistentes Sociais do CCPORTO ALEGRE, Danielle Dimare e Paula Borges; representando o Conselho Fiscal do CCPOA Roque Soares Reckziegel; a Vice-Presidente do CCPOA, Thaís Zanetti de Mello Moretto; o Tesoureiro do CCPOA, Luiz Manoel Ribeiro Pinto. Também presented, Marília Wedy de Moraes, da Conferência Nossa Senhora da Conceição  - Instituto Sociedade São Vicente de Paulo; representando o Instituto do Câncer Infantil de Porto Alegre, Maria Bernadete Baumont; as empresárias Gleci e Fernanda Boldrini, das Lojas Boldrini ; a Professora Ceir Medina, que ministrará o curso e a Assistente Social do Hospital Psiquiátrico São Pedro, Wanderli de Fátima Barboza.Os materiais para elaboração das perucas e toucas é custeado por verbas pecuniárias destinadas pela VEPMA.20 presas que cumprem pena em Regime Semiabertodo Albergue Feminino de Porto Alegre participarão do cursoSaiba mais sobre o Projeto Laços de PrincesaO projeto Laços de Princesa sugiu em 2014, na cidade de Palmer, no Alaska, através da enfermeira Holly Christensen e sua amiga, Bree Hitchcock. Ambas tiveram a ideia de criar perucas a partir de personagens de Disney e ofertar para crianças em tratamento de quimioterapia. O projeto ganhou força, através de um pequeno grupo de voluntárias, e que hoje realizam doações para o mundo todo. Materiais são adquiridos com recursosde verbas pecuniárias destinadas pela VEPMAO uso de lãs também tem um motivo primordial para a confecção de perucas infantis: o tratamento de quimioterapia deixa o couro cabeludo, muito sensível para usar perucas tradicionais. Já as perucas de lãs - que também são laváveis - apresentam fios confortáveis, macios e quentes. Somado a isso, as perucas proporcionam um mundo lúdico e mágico, tornando as crianças mais fortes para encarar o tratamento. EXPEDIENTETexto: Fabiana FernandesAssessora-Coordenadora de Imprensa: Adriana Arendimprensa@tjrs.jus.br Publicação em Wed Jul 10 16:14:00 BRT 2019 Esta notícia foi acessada: 27 vezes.
10/07/2019 (00:00)
Visitas no site:  42975
© 2019 Todos os direitos reservados - Certificado e desenvolvido pelo PROMAD - Programa Nacional de Modernização da Advocacia