1ª Semana de Prevenção da Gravidez na Adolescência reuniu jovens na Corregedoria-Geral da Justiça para falar sobre prevenção

1ª Semana de Prevenção da Gravidez na Adolescência reuniu jovens na Corregedoria-Geral da Justiça para falar sobre prevençãoAbertura do evento foi realizada pela Corregedora Vanderlei e pela Juíza-Corregedora Nara, da área da infância O Auditório Osvaldo Stefanello, do Palácio da justiça, estava repleto de adolescentes na manhã desta sexta-feira, 7/2, para o debate sobre gravidez na adolescência, que reuniu especialistas da área da saúde e educação. A Corregedora-Geral da Justiça, Desembargadora Vanderlei Teresinha Tremeia Kubiak, abriu o evento agradecendo a presença de todos. Ela salientou a relevância do tema e a oportunidade de abordar a questão juntamente com os jovens. "Muitas vezes, o adolescente não tem maturidade para encarar o desafio de ter um filho, o que exige muita responsabilidade. Essa é uma questão que gera impactos na saúde, na escolaridade e na vida profissional desse jovem", afirmou a Corregedora-Geral da Justiça, que também destacou os altos índices de gravidez na adolescência no Brasil, um dos maiores da América Latina.Corregedora Vanderlei destacou os altos índices de gravidez na adolescência do Brasil, um dos maiores da América LatinaA Juíza-Corregedora Nara Cristina Neumann Cano Saraiva, que está à frente da Coordenadoria da Infância e Juventude do RS conduziu o debate que contou com a presença da Promotora de Justiça Denise Casanova Villela, Coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Infância, Juventude, Educação, Família e Sucessões do Ministério Público Estadual, das integrantes do Comitê de Participação de Adolescentes Acolhidos na Justiça, as adolescentes Esmeralda Amaral Braga e Érica Lopes e de especialistas que falaram sobre medidas preventivas e educativas.A representante da Secretaria Estadual da Saúde, Rosângela Machado Moreira, abordou a questão das políticas públicas de prevenção, que seriam insuficientes, na opinião dela. A palestrante ainda citou que as maiores taxas de mortalidade infantil estão entre mães adolescentes. E que a maior incidência de casos de jovens que se tornam pais de maneira precoce se dá em famílias de menor renda, com baixos níveis de educação e em comunidades indígenas e negras.Representante da Secretaria Estadual da Saúde falou sobre as políticas públicas de prevençãoA médica Lilian Day Hagel apresentou casos em que trata nos hospitais onde atua e falou dos impactos físicos e psicológicos da gravidez na adolescência. Ela frisou a importância de fazer o pré-natal, já que a maioria das jovens esconde da família e começa o acompanhamento já no final da gravidez, aumentando os riscos para mãe e o bebê. "Às vezes, meninas ficam grávidas para serem protegidas na comunidade, principalmente onde há o tráfico. Adolescentes têm que ter plano de vida, tem que ter futuro", concluiu a médica.Evento contou com grande público no auditório do Palácio da JustiçaPor fim, a representante da Secretaria Estadual da Educação, pedagoga Leony Cananéa, apresentou a palestra Somos pais e agora?. Ela afirmou que é comum as famílias retirarem as adolescentes da escola, assim que descobrem a gravidez. "A escola é um dos primeiros caminhos, é onde temos que enxergar esse adolescente". EXPEDIENTETexto: Patrícia CavalheiroAssessora-Coordenadora de Imprensa: Adriana Arendimprensa@tjrs.jus.br Publicação em Fri Feb 07 14:27:00 BRT 2020 Esta notícia foi acessada: 7 vezes.
07/02/2020 (00:00)
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